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A desconfiança é a mãe da segurança!

A primeira dica de segurança que pais ofertam aos filhos que já podem andar sozinhos pelas ruas é a seguinte: “Cuidado, não se deve conversar com estranhos em hipótese alguma, pois é muito perigoso”. Parabéns pelo conselho correto, no entanto, esses mesmos pais, por vezes, ao sairem como suas crianças, fazem exatamente o contrário de seus ensinamentos; a todo o momento batem papo com pessoas completamente desconhecidas. O velho jargão popular diz que “um bom exemplo vale mais que mil palavras”. É óbvio que o filho não vai entender a linguagem do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”. Se devemos tomar cuidado com aqueles que conhecemos, imagine o grau de segurança que devemos ter com aqueles que estamos vendo pela primeira vez e tentam puxar conversa fiada no banco, estacionamento de supermercado, na calçada, no semáforo etc. Vamos supor que uma pessoa te acene na calçada desejando saber as horas? Você pára o que está fazendo para atender o solicitante? Será que ele deseja saber mesmo o horário ou vai iniciar assalto ou conto do vigário? Em Julho/2012, o aposentado Sebastião Lopes, de 88 anos, varria a frente de sua casa em Ribeirão Preto/SP às 7h, quando surge jovem bem aparentado, de bicicleta, e diz com educação: “Estou com sede, o senhor pode me dar um copo dágua?” O idoso disse ter desconfiado, mas como "a gente não tem maldade”, ato contínuo entrou na residência para atender ao pedido do estranho; deixando a porta da casa escancarada. Na cozinha, ao encher copo com água potável, foi surpreendido pelo rapaz, que desferiu vários socos na região da cabeça da vítima, que teve o rosto desfigurado. Diversos itens foram roubados da residência: notebook, par de óculos, telefone celular e aparelho MP3, sendo que o aposentado permaneceu internado por 2 dias. Não devemos dar confiança a quem não merece. Negar pedido de estranho não é falta de educação e nem desumanidade, é questão de sobrevivência nos dias de hoje. A escritora francesa Madeleine Scudéry, nascida no século XVII, disse que: “A desconfiança é a mãe da segurança”. Voce concorda ou acha que é exagero?

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