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A ocasião faz o ladrão”; você concorda?

Imagine a seguinte cena: você deixa seu veículo nas mãos do manobrista de estacionamento privado. O funcionário, ao estacionar o carro, observa a existência de diversas moedas no porta trecos. Ele fica na dúvida: pego ou não pego? Será que o dono vai notar a falta? E se tiver câmera escondida... Alguns segundos se passam, o rapaz não resiste e acaba subtraindo R$ 2,50! Outro caso curioso, é da patroa que desconfiava da idoneidade da empregada doméstica. No final do expediente, quando a moça já se preparava para sair, ela faz um pedido: “Por favor, estou com muita dor de cabeça, dê um pulinho na farmácia e compre um analgésico antes de ir embora”. No mesmo instante que a diarista sai da residência para atender o pedido, a dona de casa passa a revirar a bolsa e a sacola da funcionária. Encontra duas bananas, um rolo de papel higiênico e um par de meias do filho caçula. O leitor, com certeza, conhece o antigo provérbio popular: “A Ocasião Faz o Ladrão”. Analisando melhor esse pensamento, me dá impressão que tenta-se imputar culpa pela desonestidade dos outros à pessoa que não zelou pela guarda dos próprios pertences. O escritor Machado de Assis também escreveu sobre o tema, quando, então, esculpiu frase interessante: “A ocasião faz o furto; o ladrão nasce feito”. O que você acha dessa colocação? Concorda? Você acredita que possa existir a figura do “criminoso ocasional”, ou seja, aquele que age somente quando é colocado sob forte “tentação”? Na 11ª edição da Expocristã, evento que ocorreu no mês de setembro/2012, no Anhembi/SP, um equipamento de segurança chamou especialmente a atenção do público: o Coletor de Oferendas Antifurto. Tem cerca de 50 cm de profundidade por 19 cm de diâmetro; custa cinquenta reais. O diretor da empresa fabricante, explicou que a ideia da urna antifurto surgiu diante de uma necessidade do mercado. Chegou ao conhecimento do empresário, sobre a tentação sofrida por alguns membros de igrejas, e até obreiros, que desviam moedas e notas de baixo valor das oferendas. O problema é que esse tipo de atitude gera verdadeiro ralo, por onde objetos e dinheiro são subtraídos constantemente, causando prejuízos incalculaveis. O curioso é que essas pessoas se acham corretas e que a pequena subtração não representa desvio de caráter. Será que existe o chamado meio-honesto? É como se pudesse existir mulher meio-grávida! E o motorista, que ao cometer barbeiragem no trânsito acaba batendo levemente em carro estacionado na via pública! Ele olha para ambos os lados para verificar se tem alguma câmera de segurança no local ou se alguém viu o estrago. Sentido-se seguro, foge de fininho, como se nada tivesse acontecido. Pessoas assim não têm problemas com a consciência ao fazer coisas que sabem ser erradas. Creem que é normal e justificável ter conduta imoral, corrupta e sem ética, desde que ninguém fique sabendo.

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