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Apesar do medo da violência urbana, a maioria das pessoas ainda reluta em agir de forma segura no co



Em recente pesquisa realizada pelo DataFolha na cidade do Rio de Janeiro, no mês de set/2017, 72% dos entrevistados disseram ter vontade de mudar para outro lugar por causa da violência urbana.

Mas será que existe algum canto neste imenso Brasil onde se pode viver tranquilamente em casas sem muros, com portas e janelas abertas e sacar dinheiro na boca do caixa sem risco de sofrer assalto?

Acredito que a maioria dos leitores responderá negativamente. É por isso que as famílias com maior poder aquisitivo estão se mudando ou mandando filhos para estudar na Europa, principalmente em Portugal.

40% dos entrevistados afirmaram que se sentem totalmente inseguros 24 horas por dia.

Mas o dado estatístico que me chamou mais a atenção, é que 65% dos pesquisados, apesar de relatarem riscos constantes com a criminalidade, disseram não ter mudado sua rotina de vida, ou seja, mesmo com a certeza da insegurança, não efetivaram medidas de ordem preventiva visando redução de riscos.

Infelizmente, o velho ditado popular “depois da porteira arrombada...tenta botar a tranca”, tem sido a tônica na cultura brasileira como também em quase toda a mérica Latina.

Enquanto países desenvolvidos investem maciçamente em prevenção, o Brasil continua cometendo o erro crasso da reatividade, ou seja, tomando atitude somente depois do problema instalado.

A mencionada pesquisa ainda apontou que:

-Apenas 3% das pessoas mudaram algum trajeto do cotidiano buscando segurança

-Somente 4% dos entrevistados alteraram horários de seus afazeres ou diversão visando minimizar riscos de assaltos

-5% deixou de sair a noite, preferindo a segurança do lar

Os dados são claros e apontam que o brasileiro está insatisfeito com a segurança pública. Que tem percepção que a criminalidade bateu na porta de todos e que um assalto pode acontecer em qualquer lugar e a qualquer momento. Mesmo assim, não altera hábitos que o expõe a risco desnecessário; prefere manter o lazer e o prazer momentâneo.

O melhor equipamento para proteção contra a violência urbana tem custo zero; consiste em se adotar a proatividade, ou seja, tomar algumas atitudes diárias de ordem preventiva para que o pior não aconteça.

Há quase 30 anos realizo pesquisas incessantes em relação a marginalidade. Com isso, criei formas de prevenção que podem ser usadas por qualquer pessoa para reduzir sensivelmente o risco de assalto. Entrevistei centenas de marginais e uma das conclusões é traduzida numa singela frase:

"O marginal procura facilidade e não dificuldade".

Eles procuram a forma mais fácil de agir, a menos perigosa, a que evita riscos desnecessários. O leitor pode ter certeza que bandidos não escolhem suas vítimas aleatoriamente, ou seja, por acaso. Perambulam pelas ruas a pé, de moto ou dirigindo um carro. Procuram minuciosamente uma pessoa que esteja desligada em relação à segurança pessoal.

Você já deve ter ouvido a história do avestruz que esconde a cabeça num buraco quando está com medo. Algumas pessoas, mesmo vislumbrando possibilidade de assalto, preferem "negar" que esse pressentimento venha se transformar em realidade. Assim, mantêm condutas inseguras, expondo-se ao perigo desnecessariamente.

Antecipe-se ao problema; estabeleça em seu cotidiano atitudes e condutas que aumentem o nível de segurança pessoal e familiar.

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