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Celular e a "cegueira não intencional"

Acredito que o aparelho celular seja, atualmente, a maior paixão da maioria dos brasileiros; uma verdadeira mania nacional, que já dura muitos anos. O mercado de venda de aparelhos e linhas celulares não para de crescer. Desenvolvido para receber e fazer ligações telefônicas, teve seu uso muito ampliado. Diversas funções foram agregadas, transformando-o num prodígio da eletrônica moderna. Torpedos, jogos eletrônicos, músicas e muito mais. A interação com a internet fez do celular um verdadeiro computador de mão, podendo, até, lhe ser atribuido o título de atual "melhor amigo do homem". Por outro lado, a marginalidade descobriu que havia uma fatia desse mercado a ser explorada. Assim, a subtração desse tipo de equipamento tem batido todos os recordes estatísticos. A interação do cliente com o celular é tão grande, que o volume de acidentes de trânsito aumentou consideravelmente. A incidência de atropelamentos também cresceu, pois é comum pessoas, concentrados no uso do aparelho, atravessarem ruas de forma descuidada, não observando a utilização das faixas preferenciais. Cientistas da Universidade Western Washington/EUA, fizeram um teste esclarecedor. Acompanharam quase 400 estudantes que tinham o hábito de usar celulares nas áreas do campus. A estratégia foi colocar um homem travestido de palhaço passeando com um monociclo. O resultado foi surpreendente. Só um quarto das pessoas com celulares o notaram. Já dentre os alunos que não falavam ao celular, 51% acusaram sua presença. O estudo concluiu que quem usa celular na rua não vê o que acontece a seu redor. A esse fenômeno dá-se o nome de "cegueira não intencional". O risco de acidentes quadruplica quando o motorista utiliza celular. Restou provado que não é o ato de segurar o aparelho ou de discar o número desejado que causa o problema, é a convesa que provoca a distração. É de se lembrar que motorista que utiliza o aparelho chamado viva-voz corre o mesmo risco de sofrer acidentes do que aquele que segura o aparelho enquanto dirige. Quando for atender ou fazer uma ligação enquanto estiver dirigindo, o procedimento mais correto é parar o veículo em local adequado. De acordo com o artigo 252 do Código de Trânsito Brasileiro, dirigir e falar ao celular é uma infração média, com multa prevista de R$ 76,88 e quatro pontos na carteira de habilitação.

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