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Idosos, cartões magnéticos e telefones – cuidado com golpes

Como se não bastassem as cautelas que os idosos precisam ter com saúde e outros probemas, ainda, cada vez mais, precisam se precaver contra a marginalidade, que tem vitimado muitos deles com seus golpes ardilosos.

Recebi e-mail de uma filha desesperada para ter solução do problema que a genitora se envolveu. Acompanhe a narrativa:

“Dr Lordello, gostaria de uma orientação; minha mãe caiu em um golpe. Ligaram para ela como se fosse do telemarketing da operadora de seu cartão de crédito. A pessoa que ligou tinha todos os seus dados cadastrais e disse que o cartão tinha sido clonado e que estavam efetuando compras em diversas lojas. Minha mãe foi orientada a fazer carta de próprio punho pedindo cancelamento, digitar a senha no teclado do telefone e quebrar o cartão, que em seguida um motoboy da empresa iria retirar os pedaços e a tal carta. O incrível, é que no dia seguinte um rapaz foi à residência de minha genitora e fez a retirada, conforme combinado. Ela foi informada que depois de três dias receberia novo cartão de crédito. Minha mãe ficou desconfiada e resolveu ligar para a central da operadora. Tomou, então, ciência que haviam muitos gastos efetuados em seu nome, totalizando quase R$ 10 mil. A atendente disse que iria fazer o bloqueio do cartão e que as compras ilegais seriam estornadas na próxima fatura; o que, infelizmente, não aconteceu. Agora recebemos carta apontando que minha mãe terá que arcar com todos os gastos que ela não efetuou. O mais revoltante, é que o valor médio do débito mensal com o cartão é de R$ 500,00. Como a operadora não desconfiou dos gastos excessivos e liberou todo limite sem consultar a cliente idosa? Gostaria de uma orientação de como proceder neste caso, pois minha família não tem condições de pagar essa elevada quantia”.

Casos como esse estão se tornando comuns no Brasil, principalmente com o público da terceira idade. Jamais se deve falar ou digitar por telefone senha secreta de cartão de crédito ou de banco. Na dúvida, ligar para o PABX da operadora e procurar informação junto ao atendente oficial.

Agora, para aqueles que receberam a fatura mensal e constataram lançamentos indevidos, recomendo a rápida elaboração de Boletim de Ocorrência. Em seguida, comunicar a operada do cartão sobre o problema sofrido e exigir que os valores não reconhecidos sejam retirados do Boleto. Se no mês seguinte a cobrança ilegal permanecer, dirigir-se ao Procon da cidade ou localidade e ao juizado especial cível, para que sejam garantidos os devidos direitos e ainda ressarcidos eventuais danos materiais e emocionais.

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