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Melhor perder um minuto na vida, do que a vida num minuto

Muito se reclama da falta de segurança nas ruas, no entanto, são raras as pessoas que no cotidiano exercitam prevenção para que os riscos sejam minimizados.

Por que será que isso acontece se moramos num dos países mais violentos do mundo?

Infelizmente, temos enraizado em nossa cultura um provérbio português que diz o seguinte:


“Depois de arrombada a porta, troca a fechadura”

As famílias, os estabelecimentos de ensino e muito menos os governos se preocupam em ensinar proatividade às crianças para que estejam preparadas a tomar atitudes antes de acontecer o problema.

Nossa cultura, infelizmente, é toda voltada para a reatividade, não só para as questões de segurança pública e privada como também para a saúde e tantas outras áreas.

Todo essa construção de raciocínio faz com que as pessoas acabem, mesmo que inconscientemente, a lutar contra qualquer medida ou norma de segurança.

Condomínios residenciais vivem essa disputa diariamente. Muitos moradores não aceitam, em hipótese alguma, qualquer alteração nas normas internas que lhes tire qualquer parcela de comodidade. Perder segundos ou minutos preciosos de vida para colaborar com a segurança coletiva, jamais!

Não posso deixar de admitir que para se ter maior nível de segurança e assim minimizar drasticamente riscos frente à violência urbana, é preciso “gastar” tempo para fazer algumas análises do que está acontecendo ao seu redor, o que chamo de “técnica da focalização”.

Antes de entrar ou sair de casa ou de veículo estacionado na rua, por exemplo, é preciso antes observar o que está acontecendo no entorno. Se verificar qualquer situação de risco, como uma moto com garupa passando vagarosamente ou dois garotos indo de um lado para o outro sem direção definida, é melhor manter distância, mesmo atrasando um pouco o que iria fazer. Isso até a possibilidade de risco desaparecer por completo.

Toda essa verificação pode levar 30 segundos ou até mesmo alguns minutos.

Uma pergunta que não quer calar:

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