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Você conversa ou faz favores para estranhos em aeroportos?

A primeira dica de segurança que pais dão os filhos que vão passar a andar sozinhos nas ruas, é a seguinte:

“Não conversem com estranhos na rua; é muito perigoso”.

Essa singela frase é martelada na cabeça das crianças por vários anos, no entanto, muitos adultos não a seguem.

Na verdade, o maior problema não é conversar com o estranho e sim acreditar na conversa do desconhecido e, principalmente, atender alguma solicitação dele.

Proponho o seguinte teste para sua reflexão:

Você desembarcou do avião e dirigiu-se ao setor de esteiras para buscar sua bagagem. Em dado momento, surge uma moça bonita, bem vestida, de fino trato, e diz:

“Posso lhe pedir um grande favor? Estou com muita bagagem e por isso preciso de sua ajuda. Você pode levar para mim esta sacolinha? é um presente que comprei para minha mãe, estou com medo de quebrar".

A pergunta é a seguinte:

Você ajudaria ou não a passageira que estava em seu vôo?

Se você balançou a cabeça afirmativamente, replico outra indagação:

“Você não acha perigoso ou arriscado atender solicitação de pessoa totalmente desconhecida?”

Lembre-se do antigo jargão popular que diz:

Quem vê cara, não vê coração!

No caso em tela, a inofensiva sacolinha continha carga de cocaína pura. A traficante não desejava correr o risco de ter a bagagem revistada, assim pediu auxílio ao passageiro, que na verdade, serviu de “mula” sem saber que era transporte ilegal.

Um vídeo interessante está circulando pelo whatsapp. Mostra uma garrafa plástica de água mineral de 500 ml, aparentemente inofensiva. O policial gravou as imagens, que servem como alerta aos incautos que acham que não têm problema conversar com pessoas desconhecidas e atender pedidos delas.

O policial, em dado momento, através de uma rosca, divide a embalagem em duas partes. Escondidas no interior do vasilhame, na altura do rótulo, haviam várias embalagens plásticas contendo porções de cocaína. Uma pessoa teria sido detida com a garrafinha d’água e ficou surpresa quando o policial mostrou o truque para esconder a substância entorpecente. O suspeito ficou aterrorizado com o achado e disse que uma moça, que nunca vira anteriormente, pediu para ele segurar a garrafa enquanto ia ao banheiro. Na verdade, a tal mulher percebeu o patrulhamento feito por uma viatura da polícia e rapidamente parou o averiguado na rua e solicitou que segurasse o vasilhame enquanto ela iria resolver problema rápido numa loja ali perto.

Assim como avisamos crianças para não aceitarem balas de desconhecidos, devemos seguir a orientação de ordem preventiva de não atender a favores que surgem de forma repentina, envoltos em ares duvidosos e suspeitos, principalmente de pessoas desconhecidas, que se aproximam com pele de cordeiro tentando esconder o lobo interior.

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