top of page

Você sabe a diferença entre preço e valor na hora de contratar alguém para resolver seu problema?

  • 31 de out. de 2023
  • 5 min de leitura

Em qualquer atividade profissional, encontramos inúmeras pessoas que se dizem habilitadas.

Mas quantas são realmente especialistas no assunto?

Recentemente, encontrei um amigo que estava bastante chateado com a experiência que tinha tido com mecânicos. Ele notou barulho estranho ao dirigir seu veiculo, avaliado em R$ 45 mil. Passou por 4 oficinas, onde trocaram inúmeras peças, mas o dano persistia. Somente no quinto mecânico é que conseguiu a resolução. Resultado: quase 2 meses perdendo tempo e dinheiro, sem contar a irritação e dor de cabeça.

Já aconteceu algo parecido com o leitor? Infelizmente, creio que sim!

Rumando para a área de saúde, o que mais tenho ouvido ultimamente são reclamos de pacientes que se veem obrigados a perambular por 3 ou 4 médicos para conseguir formar um diagnóstico convincente. Sem contar os remédios ministrados de forma equivocada, que podem prejudicar a saúde e mascarar ainda mais a doença.

Sua televisão ou máquina de lavar estão apresentando problema grave?

Proponho o seguinte teste: leve o equipamento para 4 assistências técnicas e solicite orçamentos.

Garanto que a probabilidade maior é de receber 4 orçamentos com valores totalmente distintos, sendo que cada um apontará uma solução diferente para o defeito apresentado.

Mas em qual profissional acreditar?

Por outro lado, tem cliente que é atendido com excepcional profissionalismo, mas passa a reclamar do valor cobrado dizendo que “está muito caro”.

Mas como definir se o valor pelo serviço prestado foi exacerbado ou não?

Imagine alguém que de uma hora para outra amanhece sentindo dores horríveis e corre ao pronto socorro mas próximo. O médico de plantão, após realizar uma série de perguntas, faz cara de poucos amigos e diz:

“Olha, o problema é grave. Procure urgente um especialista na área de oncologia, pois é muito provável que você esteja com câncer”.

O paciente sai desnorteado do nosocômio. Volta para casa e começa busca frenética no Google por um bom médico. Nas proximidades de sua região encontra dois, sendo que um cobra pela consulta R$ 150 e o outro R$ 350. Como não tem referência desses profissionais, telefona para amigo que conhece bem a área da saúde. Ele indica três médicos, com os seguintes preços: R$ 500, R$ 750 e R$950.

Em qual médico o leitor iria?

Talvez a sua resposta fosse esta:

Depende da gravidade da dor!

Uma coisa é certa, independentemente do tamanho do problema, desejamos sempre alguém que possa identificar a solução o mais rápido possível e não piorá-la.

Tenha em mente que...

PREÇO É DIFERENTE DE VALOR

PREÇO é o que você PAGA!

VALOR é o que você LEVA!

PREÇO é a quantidade de dinheiro que precisa ser gasto na hora de adquirir produto ou determinado serviço. É o número existente na etiqueta ou na consulta médica, por exemplo.

Enquanto o PREÇO pode ser quantificado, o VALOR se refere a algo subjetivo, que varia de pessoa para pessoa, dependendo, geralmente, da necessidade.

O que é mais importante para o leitor, o PREÇO ou o VALOR?

Acredito que no caso do problema médico que ventilei, o preço pouco importaria e sim a o valor do profissional que viesse a indicar o tratamento correto.

Outro detalhe, é que o PREÇO não é medido pelo esforço ou grau de dificuldade empenhada no trabalho. O VALOR do produto ou da remuneração do profissional deve ser equivalente ao benefício recebido pelo cliente. Veja que são detalhes completamente diferentes, e é claro, a responsabilidade pela escolha também.

Um dos desafios encontrados por especialistas que garantem o melhor serviço, é definir o PREÇO, ou seja:

QUANTO COBRAR PELO TRABALHO QUE VOU ENTREGAR?

Os melhores profissionais sabem que o PREÇO a ser cobrado não é medido pelo esforço ou grau de dificuldade do serviço. A remuneração é equivalente ao benefício recebido pelo cliente.

Mas qual o "valor" do trabalho feito por um “especialista”, independente da área de atuação?

Quanto “vale” a solução do seu problema?

A área de informática de uma grande empresa apresentou, repentinamente, sérios problemas, atrapalhando sobremaneira o andamento do negócio. O funcionário responsável pela área foi chamado, às pressas, na calada da noite. Ele varou a madrugada e não conseguiu descobrir o defeito. Pediu calma ao chefe e tentou de tudo por dois dias, mas nada foi solucionado. Era o típico colaborador quebra-galho, mas dessa vez não funcionou.

Para encontrar o defeito, o gerente resolveu acionar um conhecido que tinha formação universitária. O problema é que as primeiras reclamações dos clientes começaram a aparecer em decorrência do atraso na entrega de mercadorias.

O técnico cobrou R$ 1.500 pela visita, passou o dia todo debruçado no sistema, e de tanto mexer, acabou por agravar os incidentes.

O diretor, que estava de férias, tomou ciência do ocorrido, e após dar bronca em vários funcionários, ordenou a contratação de uma empresa da qual tinha indicação e que cobrou, inicialmente, o valor de R$ 6.000,00 pelo deslocamento de equipe para fazer completa varredura em todo aparato de informática. Vários componentes foram substituídos, totalizando cerca de R$ 4.300,00. Ao final de quatro dias de trabalho, continuava o sistema com os mesmos defeitos. Vários clientes que se sentiram prejudicados pelos atrasos nas entregas apresentaram denúncias no Procon, no Ministério Público e uma batelada de queixas pela internet.

O prejuízo já era enorme e a cada minuto os danos à imagem da empresa se agravavam.

O desespero já tomava conta dos acionistas, sendo que um deles recomendou a contratação de um “especialista” com histórico de ter prestado inúmeros serviços complexos para as maiores empresas do país.

Chamado às pressas, o profissional alegou que inicialmente precisava verificar “in locu” alguns dos equipamentos instalados e também a rede de energia. Após 3 horas de análise, disse ao diretor:

“Achei o problema, posso consertar?”

O que o senhor está esperando? Por favor faça nosso sistema voltar a funcionar o mais rápido possível!

O “especialista” ponderou:

“Preciso elaborar antes o orçamento para aprovação”.

E o diretor salientou:

“Tenho carta branca dos acionistas. Conserte imediatamente e depois mande a nota fiscal. Não estamos preocupados com o “preço” e sim com o “valor” do serviço”.

O renomado especialista retirou de sua maleta uma pequena escovinha e limpou um disjuntor que estava com muitas impurezas. Depois sacou um spray com liquido lubrificante e deu três borrifadas. Em seguida, mandou acionar o complexo sistema de informática, que como num passe de mágica, voltou a funcionar.

No dia seguinte, o especialista enviou por e-mail nota fiscal eletrônica no valor de R$ 11 mil.

O diretor e o gerente foram demitidos pois não souberam lidar com o problema de forma rápida e eficaz.

O acionista fez questão de telefonar ao profissional que devolveu paz aos negócios e lhe disse:

“Muito obrigado pelo serviço prestado. Gostaria de contratá-lo para nos prestar assessoria preventiva mensal, pois os prejuízos que tivemos com a paralização por 1 semana de nosso sistema são incalculáveis”.

Cobra-se pelo que se sabe e não necessariamente pelo que se faz.

CONCLUSÃO

Infelizmente, nos últimos anos no Brasil a quantidade tem superado, em muito, a qualidade na prestação de serviços.

No Google, se pesquisar qualquer problema, se encontra uma legião de “profissionais” que se dizem habilitados a solucioná-lo.

Mas quem escolher?

E se contratar a pessoa errada, qual será o tamanho da dor de cabeça? A dificuldade está em encontrar quem realmente resolve e sabe ofertar o assessoramento necessário, ou seja, que realize o serviço por completo, garantindo rapidez, eficiência, segurança e tranquilidade ao cliente. Esses é o verdadeiro “especialista”.

Portanto, na hora de contratar, caberá ao cliente escolher por “preço” ou “valor”.

Posts recentes

Ver tudo
Crime e as seqüelas emocionais

O diretor do Centro de Tratamento e Pesquisas de Vítimas de Crimes, da Universidade da Carolina do Sul/EUA, Dean Kil Patrick, afirma que:...

 
 
 
Traumas pós-violência

Você já foi vítima de um ato de violência e ficou traumatizado? A violência faz parte do mundo animal. Os predadores atacam suas presas...

 
 
 

Comentários


Aprimore a segurança da sua empresa

icone.png

Nossos Cursos

Contato

Terceirização de Portaria e vigilância

 

Condomínio Seguro

Segurança para Executivos

e Colaboradores

Comércio Seguro

(11) 99215-7997

allan@lordellotreinamento.com.br

bottom of page